Onde Colocar o Perfume
Onde colocar o perfume para que fixe? Pontos de pulsação, zonas a evitar e boas técnicas de aplicação para otimizar a difusão e a fixação.
Os pontos de pulsação, onde o perfume se exprime melhor
Para que um perfume fixe, aplique-o nos pontos de pulsação: pulsos, pescoço, cavo do cotovelo, atrás dos joelhos e têmporas. Estas zonas, onde os vasos sanguíneos afloram sob a pele, libertam um calor localizado e constante que acelera a evaporação das moléculas odoríferas. Este fenómeno liberta o sillage progressivamente e permite que as notas de coração e depois de fundo se desenvolvam pela ordem correta.
Os pulsos figuram entre os locais mais utilizados, e por boas razões. Acessíveis, visíveis, beneficiam de um calor regular ao longo do dia. O interior dos cotovelos funciona segundo o mesmo princípio e apresenta a vantagem de estar menos exposto ao atrito. O cavo do pescoço e detrás das orelhas são também muito eficazes: o calor é intenso e o sillage difunde-se à altura do rosto, onde as pessoas à nossa volta percebem o perfume em primeiro lugar.
Outras zonas menos conhecidas merecem, no entanto, atenção. A parte de trás dos joelhos, por exemplo, difunde o perfume para cima ao longo dos movimentos, criando um sillage discreto mas persistente. O cavo das clavículas e o esterno, no centro do peito, são também superfícies quentes e pouco sujeitas a atrito, ideais para os perfumes que se deseja manter próximos de si.
Como aplicar corretamente o perfume
A técnica de aplicação tem tanta importância quanto o local escolhido. Um gesto mal executado pode alterar a própria estrutura do perfume e reduzir a sua fixação.
A primeira regra é nunca esfregar os pulsos um contra o outro depois da aplicação. Este gesto, muito comum, quebra as moléculas mais frágeis — as que compõem as notas de topo — e acelera artificialmente o seu desaparecimento. O perfume deixa de se desenvolver pela ordem prevista pelo perfumista. Basta vaporizar e deixar secar ao ar.
A distância de vaporização também desempenha um papel importante. Manter o frasco a cerca de quinze a vinte centímetros da pele permite cobrir uma superfície mais ampla e depositar um véu mais homogéneo, em vez de uma concentração excessiva num único ponto. Uma ou duas pulverizações são geralmente suficientes por zona.
Para os perfumes sem vaporisateur — frascos com tampa ou formatos sólidos — pode aplicar-se com a tampa ou com o dedo, dando pequenos toques leves, sem esfregar. O contacto suave é suficiente para transferir a matéria.
Colocar perfume no cabelo e na roupa: boa ou má ideia?
O cabelo retém extraordinariamente bem os odores. A sua estrutura fibrosa capta as moléculas odoríferas e liberta-as lentamente, o que faz dele uma superfície de difusão duradoura. Uma leve passagem pelo cabelo, ou uma vaporização no ar seguida de um movimento para a frente para que o cabelo atravesse a nuvem de perfume, pode prolongar notavelmente a presença olfativa.
A ressalva a fazer diz respeito ao álcool contido na maioria das eaux de parfum e eaux de toilette: em forte concentração e sobre cabelos já fragilizados, uma aplicação direta e repetida pode secar. Um uso moderado permanece perfeitamente razoável para a grande maioria das pessoas.
Aplicar perfume na roupa é uma prática comum, sobretudo em tecidos espessos como a lã ou a caxemira, que absorvem e devolvem os odores ao longo do tempo. A principal vantagem é a ausência de interação com o pH cutâneo — o perfume desenvolve-se tal como é, sem modificação química. O inconveniente é real: certas fórmulas podem deixar manchas, nomeadamente em tecidos claros ou delicados, devido aos óleos e corantes que contêm. É melhor evitar vaporizar diretamente sobre seda ou tule de encaixe. Num cachecol de lã ou numa gola de casaco, pelo contrário, o resultado é frequentemente muito satisfatório.
As zonas a evitar
Certas partes do corpo parecem intuitivas mas revelam-se contraproducentes, e até problemáticas.
As axilas são a evitar terminantemente. Misturar um perfume com a transpiração produz um resultado olfativo imprevisível e raramente agradável. É uma zona de calor, certamente, mas também de forte sudação e de bactérias que alteram a composição.
As zonas expostas ao sol sem proteção merecem também atenção especial. Alguns ingredientes dos perfumes — nomeadamente os óleos de citrinos e certos extratos vegetais — são fotossensibilizantes. Aplicados em zonas diretamente expostas aos UV, podem provocar reações cutâneas, vermelhidões ou manchas pigmentares. O decote, os braços e o pescoço são zonas de risco no verão se não se proteger a pele do sol depois da aplicação.
Por fim, as zonas irritadas, danificadas ou recentemente depiladas são a evitar por princípio: o álcool e certas moléculas podem provocar sensações de desconforto numa pele cuja barreira cutânea está fragilizada.
Adaptar as zonas de aplicação segundo o resultado desejado
O local onde se aplica o perfume influencia diretamente a forma como será percebido — por si próprio, e pelos outros.
Para um sillage pronunciado, visível desde a entrada numa sala, privilegiam-se as zonas altas: pescoço, nuca, decote. O perfume sobe e difunde-se pelo espaço circundante. Para um sillage mais intimista, reservado às pessoas mais próximas, as zonas baixas como o interior dos cotovelos, a curva dos joelhos ou os pulsos são mais adequadas.
A natureza do perfil olfativo entra também em jogo. Um perfume muito potente, rico em notas orientais ou amadeiradas, será muitas vezes mais agradável aplicado com parcimónia numa ou duas zonas. Um perfume fresco e leve, com notas hesperidadas ou florais, suporta geralmente uma aplicação mais generosa sem se tornar invasivo.
A concentração do perfume é outro fator a ter em conta. Um extrait de parfum, muito concentrado, exige menos pontos de aplicação do que uma eau de cologne. Adaptar a quantidade e os locais à fórmula evita desequilíbrios.
Em resumo, não existe uma regra universal, mas sim princípios claros: calor, movimento, pele hidratada. Dedicar alguns minutos a encontrar as suas zonas preferidas, observar como o perfume evolui na sua própria pele, é também uma forma de aprofundar a sua relação com a fragrância que veste.
Perguntas frequentes
Aplique o seu perfume nos pontos de pulsação: pulsos, pescoço, cavo do cotovelo e atrás dos joelhos. O calor cutâneo aí é constante, o que mantém a evaporação das moléculas odoríferas ao longo do tempo. Hidratar a pele previamente com uma creme neutra também reforça a fixação.
Os principais pontos de pulsação são os pulsos, o pescoço, o cavo do cotovelo, atrás dos joelhos e as têmporas. São as zonas onde os vasos sanguíneos passam perto da superfície da pele, gerando um calor localizado que difunde e prolonga o sillage olfativo.
No verão, privilegie as zonas menos expostas à transpiração direta: cavo do cotovelo, atrás dos joelhos, base da nuca. Evite vaporizar na pele exposta diretamente ao sol, pois alguns componentes como os bergaptenos podem provocar manchas. As roupas em fibras naturais constituem, então, uma boa alternativa.